
Sábado, Dezembro 27, 2008
- Aquilo que foi lido esse ano -
1 A paixão segundo G.H.
2 O morro dos ventos uivantes
3 A câmara clara
4 A arte da performance
5 T.S. Eliot – Poesias
6 O Livro das Ilusões
7 Amor de Perdição
8 Hotel Atlântico
9 Romeu e Julieta
10 A Tragédia Brasileira
11 Os sofrimentos do jovem werther
12 Um copo de cólera
13 A céu aberto
14 O Segredo de Brokeback Mountain
15 Performance como linguagem
16 Rilke – poemas
17 Madame Bovary
18 O Primo Basílio
19 O Diário de um Mago (eu tinha que ler pra conhecer, não me julguem)
20 Mon coeur balance
21 Lavoura Arcaica
22 Memórias Póstumas de Brás Cubas
23 Crime e Castigo
24 Ensaios Fotográficos
25 Retrato do Artista Quando Coisa
26 Gramática Expositiva do Chão
27 Leviatã
28 2 ou + corpos no mesmo espaço
29 ET Eu Tu
30 Psia
31 As Coisas
32 Contos Negreiros
33 Os Anjos
34 L’Hôtel
35 Le Petit Prince
36 Vinte e Zinco
37 Ensaio sobre a cegueira
38 O velho e o mar
39 Harry Potter e as Relíquias da Morte
(em itálico os que mais me agradaram)
by André * 10:01 PM *
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- Niilismo "Prévertido" -
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j'ai pris
Ma tête dans ma main
Et j'ai pleuré.
(Déjeuner du matin - Jacques Prévert)
by André * 9:35 PM *
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Domingo, Agosto 24, 2008
- Showzinho Particular -
De uma coisa eu não gosto: do pranto que rola mais por querer ser aplaudido do que por sentimento. Outra coisa eu detesto: a loucura vista como bela aos olhos dos sãos, sendo ainda pior a loucura exaltada pelos sãos. Mais uma irrita-me: o querer mostrar-se capaz e o ser tão frágil em coisas mínimas. As três sempre contendo em si o auto-elogio... a auto-piedade e compaixão... o showzinho particular... argh!
by André * 2:48 PM *
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Domingo, Maio 25, 2008
- Noll -
Sabe aqueles livros e autores que você julga pelo nome e não dá o mínimo valor? Isso me acontece com bastante freqüência e, felizmente, costumo errar no julgamento. Minha professora de Literatura Brasileira pediu que lêssemos Hotel Atlântico do João Gilberto Noll, cujo nome nunca havia escutado. Eu adorei e agora já estou lendo outro dele, que parece ser ainda melhor: A Céu Aberto. Me lembra um pouco a escrita desenfreada (não obstante disciplinada e comedida quando necessária, sem excessos) da Virgínia Woolf, ou então do Caio Fernando Abreu. Não sei se pode-se considerar que o Noll usa o fluxo de consciência, até porque o texto não é um fragmento da mente de cada personagem como em Mrs. Dalloway, mas o fato é que, por ele escrever parágrafos inteiros sem ponto, sempre tenho a sensação de que o texto abre as asas e voa, ou ainda, que as palavras são escorregadias e os meus olhos, passando por elas, não conseguem parar, a não ser que encontrem uma barreira (a mente), e aí começo a pensar como certos vocábulos constroem uma obra tão melancólica e sofrida... as duas obras, Hotel e A Céu Aberto, tem narradores em primeira pessoa, que são, também personagens. Personagens psicologicamente muito perturbados, em busca de identidade. Nesta última, especialmente, é complicada a cronologia, e o passado se confundo com o presente por diversas vezes. É um texto mais difícil e de leitura lenta, mas, na minha opinião, mais bonito e bem trabalhado.
Eu que detestava a nossa literatura, agora sinto tanto orgulho! Especialmente da contemporânea. Sabe o que eu acho que sempre desanimou muitos leitores e estudantes? Ter acesso só ao que a escola considera como literatura brasileira: Escritores antigos, de linguagem arcaica e prolixa, e que não costumam chamar tanta atenção do jovem. Não estou dizendo que Lima Barreto, José de Alencar e Machado são escritores ruins e obsoletos. Muito pelo contrário... são ótimos e eu admiro. Machado então nem se fala, mas aposto que a leitura de Fernando Veríssimo seria bem mais interessante para o início da construção do GOSTO, e não do hábito, pela leitura.
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Hoje eu senti uma felicidade extremamente grande por saber o inglês!, ainda que não saiba tanto assim. E mais ainda por estar aprendendo o francês. Obrigado Senhor, obrigado família, rsrs. De alguma forma eu consigo me aproximar mais de quem admiro, da arte e dos artistas, da beleza (e não me perguntem o conceito que tenho de beleza)... e fico preenchido, como se o sol estivesse dentro de mim, ainda que esse pensamento possa me ocorrer no meio da madrugada.
Aliás, divagando um pouco, os “astros interiores” não obedecem a lei do tempo exterior, e eu posso ter também, dentro de mim, uma densa escuridão, como numa floresta, à noite, que não permite que o anêmico luar atravesse as árvores, em pleno meio-dia. Como fui parar numa floresta depois de falar de línguas é mistério... se bem que o Carroll colocou a Alice num bosque onde nada tinha nome, envolvendo linguagem... enfim, um dia conversarei com Freud.
x.x.x.x.x
Todo o problema, ainda uma vez, estava em matar o tempo. Acabei por não me entediar mais, a partir do instante em que aprendi a recordar.[...] Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldade passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar. De certo modo, isto era uma vantagem. - O Estrangeiro - Albert Camus
by André * 11:50 PM *
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Domingo, Março 16, 2008
- Morte e Vida Severina - ou - Sessão Descarrego -
G. Temos algo em comum: a palavra sozinho é constante no nosso vocabulário. Não tanto como no seu, mas gostaria que fosse.
A. Não sei até que ponto isso é bom. Aliás, tem mais de negativo em estar sozinho do que positivo. Mas de alguma maneira é bom!
G. Não vejo negativismo. Meu sonho sempre foi morar sozinha, mas that's impossible now já que sou mãe. Às vezes penso que se existe "deus" ele resolveu me pregar uma peça: me mandou um filho para que eu fosse tudo aquilo que nunca desejei ser e perceber que pode ser bom.
A. Gostei disso. Só não consigo conceber a idéia de um "Deus Carrasco", se é que Ele existe.
G. Pra falar a verdade, deus é deus, não fico pensando no q ele é ou se existe. Até porque às vezes eu rezo mas logo depois me acho idiota. Mas ao mesmo tempo a sociedade coloca tanta coisa na cabeça da gente que quando me pego duvidando me sinto culpada.
A. O que eu sinto não difere muito: De uns tempos para cá, principalmente depois que parei de ir à igreja (por preguiça mais do que por qualquer outro motivo), eu repensei a minha infância e adolescência. Concluí, para o meu próprio horror, que nunca gostei de ir à missa. Senti-me super culpado ao constatar isso, obviamente, e sempre me pergunto o porquê dessa culpa: seria porque Deus me “toca” e me faz sentir isso (se é que acredito na existência dele) ou porque as pessoas dizem que é pecado e me impõem um sentimento de culpa e pesar, perante Deus, por eu ter faltado a missa? Eu sempre rezava tentado mentalizar imagens do que eu rezava, e era sempre impossível. É tudo tão abstrato que me dói. Hoje eu rezo pensando o porquê de estar rezando, e nem sei se acredito nisso tudo. E o pior: eu tenho medo do inferno por não ter certeza do que é e se existe. Temos sempre necessidade de classificar/nomear tudo. Quando não conseguimos nos frustramos um pouco. Mas certa vez um professor me disse o seguinte: "Vocês acham que Deus ia colocar os filhos dele no mundo e depois deixar que "queimassem num fogo que nunca acaba"? Como eu acho que não, isso me deixou mais tranqüilo em relação ao inferno, mas nada é totalmente crível.
G. Até que, quanto a inferno, eu não tenho medo. Pra falar a verdade não tenho medo da morte ou do que vem depois dela. Tenho medo da vida, que me machuca, que pode me abandonar sem me mostrar algum sentido que faça valer a pena respirar.
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"Não é para nós que o leite da vaca brota, mas nós o bebemos. A flor não foi feita para ser olhada por nós nem para que sintamos o seu cheiro, e nós a olhamos e cheiramos. A Via-Láctea não existe para que saibamos da existência dela, mas nós sabemos. E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se só sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível – minha atualidade inalcançável é o meu paraíso perdido)." (Clarice Lispector - A Paixão Segundo G.H., p.150)
“O que pensado foi pode ser dispensado
Até que a rejeição faça medrar o medo. Suponha
Que nem medo nem audácia aqui nos salvem. Nosso heroísmo
Apadrinha vícios postiços. Nossos cínicos delitos
Impõem-nos altas virtudes. Estas lágrimas germinam
De uma árvore em que a ira frutifica.”
(T.S. Eliot - Gerontion)
by André * 11:21 PM *
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Eu queria...
gostar das músicas do rádio... eu queria gostar de filmes que passam na televisão e ter prazer em assistir aos programas de domingo... eu queria gostar de novelas... eu queria gostar de futebol e amar um time...eu queria poder acreditar piamente em tudo que uma religião prega... eu queria acreditar em políticos e ter preferência por um partido... eu queria não ter consciência de algumas coisas... eu queria gostar apenas de livros best-sellers, se é que eu queria gostar de ler... eu queria sonhar com um salário alto e não desejar um trabalho no qual eu pudesse ter o prazer de fazer o que eu gosto... eu queria me satisfazer apenas com o que eu levo por dentro... eu queria beber feito um desesperado num boteco... eu queria gostar de shopping... eu queria gostar de gastar meu dinheiro com roupas da moda e de marca... eu queria gostar de celular e dos mais modernos... eu queria sair com a namoradinha... eu queria ser cego para céu, lua, estrela, flor, árvore, montanha, chuva, aurora e crepúsculo... eu queria não titubear perante perguntas e situações e decisões... eu queria ser falso porque a minha sinceridade fere... eu queria ter apreciação pela medicina e pelo direito... eu queria viver apenas o presente... eu não queria me arrepender do passado... eu queria... eu queria... eu queria ser normal... a existência me pesaria menos... eu queria ser clichê... quem sabe sou e, tamanha falta de consciência, não sei que sou?... talvez eu seja a macabéa em versão masculina...
"Nascemos iguais, mas cada máscara humana tem um desígnio cruel. A morte e o medo e o dinheiro e o poder desigualam o mundo. O homem não é a própria sombra, mas a sombra que o deixam projetar" - Nélida Piñon
by André * 9:59 PM *
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Sábado, Dezembro 08, 2007
- Você é único, idêntico, individual e conjunto -
Fazemos todos, muitas vezes, as mesmas coisas e freqüentamos, por vezes, idênticos lugares ao mesmo tempo, lemos os mesmos livros e provamos da mesma comida. Ainda assim, é intrigante pensar que cada um tem o próprio paladar, uma única leitura, o modo exclusivo de deitar o olhar sobre os objetos, lugares, pessoas; e é engraçado constatar, entretanto, que a individualidade, apesar dessas indiscutíveis especificidades das pessoas, é uma característica comum e inerente a todos, já que ‘todos’ são ‘únicos’.
Imaginar que o que eu penso, ou seja, a minha maneira excepcional de o fazer, só poderá ser sabido pelo outro através de algum tipo de linguagem e da minha decisão a contar ou não, transcende o prazer do “eu sou único” e do “fazer escondido” e se torna muitas vezes incômodo e irritante. Incômodo porque nos deixa vulneráveis à peçonha do outro, o que nos rouba precioso tempo e nos faz imaginar o pensamento do outro; e irritante porque não admitimos que nos seja escondida qualquer coisa.
Exemplo dessa irritabilidade? Ora, o narrador! Ele é o ser mais inconformado com a individualidade; o mais vil e indiscreto que existe no mundo concreto e metafísico. Tem a pretensão de descobrir o pensamento de cada personagem e manipular toda a história, principalmente quando em primeira pessoa! É por essa razão que acredito que um romance é a tentativa mais discreta (a despeito da indiscretice do narrador) que um ser humano encontra de escavar a inexpugnável muralha da individualidade do pensamento alheio e trazê-lo triunfalmente à página, expô-lo à vergonha para que seja visto por todos... notável feito do autor.
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E é muito bom poder dizer aqui que, dia 12 de dezembro, esse blog faz mais um aniversário... 4 anos! Coitado, ele foi o receptor de muita bobagem e lamúria, mas me deu a oportunidade para que eu escrevesse livremente. Um abraço a todos (existe alguém? o.O) que o lêem.
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Se não sais de ti, não chegas a saber quem és(...)– A Ilha Desconhecida – José Saramargo
by André * 11:14 PM *
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Sexta-feira, Junho 29, 2007
- A Viagem -
Eu vou passar cerca de uma semana fora, viajando, e pretendo fazer um "diário de bordo" que, se realmente vir a ser escrito, postarei aqui! Me desejem sorte e bone voyage! Tchau!
**EDIT**
Algumas coisas que eu não gostei aconteceram na viagem e, já que não vou colocar na íntegra, prefiro não colocar nada. Basta dizer que a viagem, num todo, foi ótima. Uma experiência única!
by André * 5:20 AM *
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Domingo, Maio 13, 2007
- Trechos de A Insustentável Leveza do Ser -
No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. O direito de matar o veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a humanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas.
Esse direito nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: "Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas", para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto pó um habitante da Via-láctea - talvez se lembrasse da costela de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria então (tarde demais) desculpas à vaca. (p. 287-288)
Tereza acaricia a cabeça de Karenin, que descansa tranquilamente em seus joelhos. Faz mais ou menos este raciocínio: não existe nenhum mérito em sermos corretos com nossos semelhantes. Tereza é forçada a ser correta com os outros moradores da aldeia, ou não poderia viver ali; e, mesmo com Tomas, é obrigada a se portar como mulher amorosa, pois precisa dele. Nunca se poderá determinar com certeza total em que medida nosso relacionamento com o outro é o resultado de nossos sentimentos, de nosso amor, de nosso não-amor, de nossa complacência, ou de nosso ódio, e em que medida ele é determinado de saída pelas relações de força entre os indivíduos.
A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não apresentam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras. (p. 291)
A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera, 17ª Edição, 314p, 1985.
Bem, eu não tenho comentários!
by André * 1:09 PM *
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Sexta-feira, Março 16, 2007
- Aprender a Falar -
(Riso Sarcástico)... Como posso ainda me preocupar em tentar escrever um belo texto para tratar de assunto que me corrói: a fragilidade.
Aparentemente a convivência com as pessoas tornou-se difícil novamente para mim, o que tem me deixado preocupado! Como é que num pequeno cômodo, com uma dúzia de cabeças, pode haver tanta diferença comportamental? Hoje analisei um pouco do meu próprio comportamento em relação às cabeças e enxerguei minhas próprias peculiaridades e anomalias.
O problema é que as lições parecem vir a mim de forma dura demais. Ou sou eu quem não está acostumado com a brutalidade delas? Nunca imaginei um mundo fácil, talvez por não ter tido tempo até então. E apesar de já ter imaginado um difícil, é impossível sentir a amargura que ele possui antes que esta nos atinja!
Em poucas semanas aprendi (amargamente) muito. Um exemplo: Não sei de nada! E constatei que muito do que eu já tinha ponderado e consertado através dos meus próprios erros, tenho repetido. Um exemplo: falar muito, no sentido de falar coisas desnecessárias! E como se não bastasse descobri outro lado de pessoas que não conhecia antes justamente por elas também falarem muito!
Com pouca análise e observação é fácil de se perceber que certas teorias do tipo "sábio é aquele que pouco fala" não são mais que a pura verdade!
by André * 5:59 PM *
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Domingo, Fevereiro 25, 2007
- Desabafo -
Venho sentindo uma necessidade cada vez maior de me socializar. A falta que me faz conversar sobre assuntos em comum tem me feito pensar em fazer mais amizades na tentativa de encontrar algumas que valham a pena passar o tempo!
Gosto de pessoas legais, inteligentes. Amigos não necessitam de beleza física, mas sim de um papo agradável e uma mente brilhante! Tenho vontade de conversar sobre artes, filmes, literatura... tenho vontade de ser compreendido e que encontrem prazer em mim.
Eu preciso tanto, todos precisamos tanto da desintoxicação da internet pra buscar o que a vida tem pra nos oferecer! Na internet é tudo tão fácil: você conhece uma pessoa, se gosta adiciona-a no msn e pode deletar quando quiser, se ela não mais agradar. Acho que estou sentindo falta até mesmo de discussões, argumentações com amigos reais, pois a possibilidade de aprender com a discussão é maior, de alguma forma!
by André * 9:18 PM *
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Sábado, Fevereiro 10, 2007
- Letras/Inglês -
Nem acredito que, finalmente, estou de volta à sala de aula. É tão bom ver aquele quadro negro (que é na verdade, verde!), professores, colegas de sala...
O meu trabalho? Ainda bem que consegui sair a tempo de começar os estudos sem aparente desgaste físico, porque o mental ainda permanece!
Minha rotina não voltou ao normal: mudou para melhor! Agora estou cursando Letras/Inglês e não mais fazendo cursinho preparatório para vestibular, que considero a pior fase da educação na minha vida até então!
Li Alice no País das Maravilhas, mas a obra é mais complexa do que eu imaginava. Li em alguns sites que o livro tem muitos jogos de palavras na língua inglesa e que, por mais que se tente traduzir, a beleza e complexidade da linguagem não é a mesma. Objetivo: ler o livro em inglês!
Como se não bastasse, a lista de livros que quero ler já passou dos 40... Espero saber ter a paciência necessária para aproveitar cada um sem aflição de terminar para começar outro!
Esta foi a primeira semana de aulas que se baseou apenas na apresentação da matéria a ser estudada e das expectativas dos alunos em relação ao curso.
Espero poder ter mais tempo agora para o blog!
by André * 3:26 AM *
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A.B.O.U.T
André, 22, Minas Gerais. Marisa Monte e Arnaldo Antunes e Caetano Veloso e Maria Bethânia e Billie Holiday e Miles Davis e Grieg e Beethoven e Chopin e Vivaldi e
Marilyn Manson e Korn e Bauhaus e Placebo e Coldplay e Beirut e Cat Power e Rufus Wainwright e Antony Hegarty e Coleen.
Tolkien e Oscar Wilde e Virgínia Woolf e Clarice Lispector e Machado de Assis e Nélida Piñon e Raduan Nassar e Milan Kundera e Eça de Queirós.
Inglês e Francês. Faculdade de Letras/Inglês
e-mail: andrealper2@hotmail.com
- Lendo -
Relendo O Senhor dos Anéis
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